Da Poesia, Carlos Drummond de Andrade

E porque não falar de Poesia?

Nem todos gostam de Poesia, talvez porque não compreendem, talvez porque contrariamente a outro tipo de leitura é pouco divulgada.

O que de novo da poesia de hoje é publicado?

Na verdade se diga, pouco ou nada. Não por culpa dos Poetas que cada dia mais percorrem estradas diversificadas, diferentes, apenas são esquecidos porque Poesia não vende e ponto final.
Mas não seria justo deixar passar o dia 31 de Outubro em claro.
Nesse dia, mas no ano de 1902, nascia Carlos Drummond de Andrade, na cidade de Itabira, em Minas Gerais.
Passaram 110 anos, é verdade, e também é verdade que Drummond é um dos maiores poetas da língua do Sec.XX, pela sua escrita cuidada, pelos seus “eus” em que a sua obra se caracateriza e que representam os períodos criativos do autor, primeiro irónico, depois social, e por último o metafísico.
Pensou-se criar no Brasil o dia D (de Drummond), uma cópia do que os irlandeses fizeram relativamente a James Joyce, onde a 16 de junho, o Bloomsday, homenageiam o seu mais importante escritor, com variadas atividades, e todos os anos.
Ficou apenas a ideia, e as comemorações seguem desgarradas, por aqui e por ali, principalmente nos meios mais académicos.
Poesia é popular, sempre o será, por isso, e mesmo para aqueles que nunca se interessaram por estas coisas de Poesia, para os que nunca sentiram o que Drummond escreveu, para aqueles que julgam que Drummond apenas é uma estátua na praia de Copacabana na zona sul do Rio de Janeiro, fica a minha homenagem a um dos maiores Poetas a nível mundial, sim a poesia de Carlos Drummond de Andrade, é Universal e não apenas passageira, isto é, não ficou no caminho como tantas coisas que lemos hoje.

“No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra.”
(“No meio do caminho” Carlos Drummond de Andrade) 
 

Por: Ricardo Pocinho

Um comentário:

  1. É, não tem como ignorar esse dia mesmo.
    Drummond é Drummond. Imortalizado.
    Beijão!

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